Será que há razão
Nos pensamentos fugidios?
Há solidez
No impulso brando de minha fala?
Será que minha fuga insana
Da tua voz
Corresponde ao medo
De ouvi-la?
E teu semblante
Que se esconde em meu íntimo
Tua presença constante
Que demarca minh’alma...
Súbita dúvida,
Atroz, voraz, veloz
Me digas, mente minha
Demente estás?
Ou apenas estás
A jogar um jogo funesto
Um jogo do erro
E do acerto incerto
Ouço-te com atenção
Mas mostra-me diálogos ambíguos
E eu, vívido
Te obedeço no impulso
Fazes troça de mim
Com tua doce carícia
Ausente
Fugaz...
Concluo que ouvir-te
Nada mais é que "insanificar-me",
Acalentar minha dúvida
E tornar-me teu espantalho...
(Porto Alegre, 27 de julho de 2013)
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