sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Será?

Será que há razão
Nos pensamentos fugidios?
Há solidez
No impulso brando de minha fala?

Será que minha fuga insana
Da tua voz
Corresponde ao medo
De ouvi-la?

E teu semblante
Que se esconde em meu íntimo
Tua presença constante
Que demarca minh’alma...

Súbita dúvida,
Atroz, voraz, veloz
Me digas, mente minha
Demente estás?

Ou apenas estás
A jogar um jogo funesto
Um jogo do erro
E do acerto incerto

Ouço-te com atenção
Mas mostra-me diálogos ambíguos
E eu, vívido
Te obedeço no impulso

Fazes troça de mim
Com tua doce carícia
Ausente
Fugaz...

Concluo que ouvir-te
Nada mais é que "insanificar-me",
Acalentar minha dúvida
E tornar-me teu espantalho...

Alexandre Fritzen da Rocha.

(Porto Alegre, 27 de julho de 2013)

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