sábado, 27 de julho de 2013

Ode à Lembrança Póstuma

Fui seduzido pela dor
Ela inflama, proclama, reclama
A vida afana
E brinca com o corpo

A dor persegue
Perfura
Ela é aguda e amarga
E cicatriza-se com uma ruga

Derramada na alma
A saudade
Uma ausência crua
Petrifica as ações

E turva torna-se a mente
Demente, quase
Acostumada a pensar com auxílio
Atrofiada para andar só

Mas ela resiste
Não lhe é dado escolha
Ela renasce do nada
Recria-se a cada pouco.

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 13 de julho de 2013)

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