sábado, 20 de julho de 2013

Quando...

Quando não se distingue mais
A fronteira entre um corpo e outro
Onde cada curva e cada gesto
São motivações para um sorriso...

Quando o cheiro da pele
O som da voz
São as sensações mais gratas
E delas aprecia-se com graça

Quando os pés se juntam como imãs
As mãos se encaixam como tetris
Quando o abraço é inevitável
E preenche o íntimo completamente

Quando um corpo transpira o outro
A respiração  torna-se uma
As palavras mostram-se inúteis
E a fala se faz no silêncio, no olhar...

Quando sente-se embebecido do outro
Embriagado, encantado
A presença física não se faz indispensável
Percebe-se que o outro no seu íntimo instalou-se, impregnou-se...

Quando isso ocorre,
Duas vidas tornam-se uma só
E vivem em sua eternidade
Linda e finita como uma flor...


Porto Alegre, 11 de julho de 2013.

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