Quando não se distingue mais
A fronteira entre um corpo e outro
Onde cada curva e cada gesto
São motivações para um sorriso...
Quando o cheiro da pele
O som da voz
São as sensações mais gratas
E delas aprecia-se com graça
Quando os pés se juntam como imãs
As mãos se encaixam como tetris
Quando o abraço é inevitável
E preenche o íntimo completamente
Quando um corpo transpira o outro
A respiração torna-se
uma
As palavras mostram-se inúteis
E a fala se faz no silêncio, no olhar...
Quando sente-se embebecido do outro
Embriagado, encantado
A presença física não se faz indispensável
Percebe-se que o outro no seu íntimo instalou-se, impregnou-se...
Quando isso ocorre,
Duas vidas tornam-se uma só
E vivem em sua eternidade
Linda e finita como uma flor...
Porto Alegre, 11 de julho de 2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário