Num impulso ardente
Rasgou sua pele
Demarcando sua propriedade.
Um misto de raiva e paixão
Num ímpeto lascivo
Marcou seu corpo
Com as manchas de seu desejo
E ela também mordeu
Imprimiu sua arcada dentária
Seus caninos foram os mais pronunciados
No desenho que realizou em sua pele
Estapeou com ódio nos olhos
E quis puni-lo
Necessitava demonstrar sua autoridade
E aliviar sua dúvida
E ele se divertia
Assustado e extasiado
Culpado e orgulhoso
Sentindo o gozo de ser punido
E no final os dois se amaram
E acordaram juntos
Abraçados e sorrindo
Pensando no devaneio do dia anterior
Alexandre Fritzen da Rocha.
(Porto Alegre, 26 de agosto de 2013)