Olá, vítimas do mundo!
Derramem essas lágrimas trouxas
E as enxuguem junto com a escarrada
Que acabei de dar
Ouvindo seus lamentos
Vivam estas vitimizações constrangedoras
Que insistem em vomitar
Buscando ouvidos cansados
De seus lamentos hipocondríacos
Simulem seus sofrimentos
E invistam neste teatro patético
Encontrarão plateias certamente
Provavelmente serão seus espectadores
Os adeptos do mesmo “clube do choro” de vocês
E estes excrementos
Que defecam por suas bocas
Ganharão admiradores
Alguns coitados
Adoradores da fétida notícia
Alimentar-se-ão destes dejetos
Hum, que doce cena
Mirar estas vidas vazias
Que se alimentam da suposta dor alheia
Para amenizar a sua invenção...
Acordem mentes toscas!
E deixem de viver como coitadas!
Mas previno-lhes...
Cuidado com o tombo
Não terão ninguém para lhes segurar do outro lado
E como não estão acostumadas a encarar um real machucado
Procurem alguém para auxiliar
E curem o que realmente precisa ser curado
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 11 de dezembro de 2013)
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