terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Noite branda

Súbita frieza da noite
A cidade chuvosa
Chora ao resmungo dos carros

As luzes piscam em frenesi
Clamam pelo meu olhar
Estático na janela

E o pêndulo preguiçoso das horas
Se arrasta no tempo
Vagaroso

A invasão dos raios no horizonte
Risca a penumbra
Rasga a densa neblina

Umidade branda que rouba as estrelas...

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 1 de fevereiro de 2014)

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