terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Canção de despedida

Não reconheço
Não mais pertenço
À tua voz
Doce em mim
Lembrança dissipada
A cada fuga
A cada medo de olhar
Reflito teu fel
Retiro teu véu
De omissões

E te faço canção
De despedida

Cortejo teus pés
No caminho do teu sorriso
Impreciso
Teu olhar
Solfeja mudo
A minha voz a expirar
Na tua ruga
Tão delicada e inerente
Ao meu coração

Transpiras meu pranto
Na luz do teu olhar
A chorar macio


Alexandre Fritzen da Rocha
(Nova Petrópolis, 3 de janeiro de 2013)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Repouso

Dormes no meu colo
E assisto fascinado
Ao teu sono sonoro
Entregue a mim
Exausta
Cansada de nossa dança
Extasiada
Repleta de si
Adere a meu peito
Teu casulo
E transpiras meu cheiro
No teu seio
Em teu ventre
Repleto de mim


Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 19 de janeiro de 2014)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O véu de Nix

Doce condição noturna
A lua me declama poesias que não sei traduzir
Perco-me no manto negro da noite

No curioso som noturno
Observo a sombra que a lua mostra

Rodeado pela pintura estrelar
O sereno emanta-me de nostalgia
E adormeço docemente sob o véu de Nix...


Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 16 de dezembro de 2013)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Novo ciclo

Os fogos de artifícios
Mancham a paisagem sonora
E as estrelas auxiliam
Na construção
De uma explosão visual
Do recomeço

Todo ciclo findado
É o início de outro
E no lampejo do ocorrido
Faz-se nova luz

A translação das vidas
Nas rotações dos sonhos
Nunca finda
E renasce
A cada novo estouro
A todo novo artifício
De existir

Alexandre Fritzen da Rocha
(Nova Petrópolis, 01 de janeiro de 2013)