O beijo
é um poema inacabado
Trapaceia o tempo
transformando minutos em segundos
Uma carícia
Um sacolejo
Rebuliço de sentimentos
Impulsivo ou contido
É o cúmulo do sorriso
O fechar dos olhos
E o abrir da alma
Musica os lábios
E os transforma
Em pétalas de rosas
Saboroso, amoroso
É o prelúdio
do suspiro
A explanação do indizível
O discurso silencioso do carinho
O início audacioso do desejo
E do encontro ao íntimo alheio
Rápido ou vagaroso
Furtado ou oferecido
Ele coleciona detalhes secretos
Compreendidos apenas por seus participantes
Ardente ou carinhoso
Atrevido ou cauteloso
Ele é a doce manifestação do querer bem.
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 3 de dezembro de 2013)
(Porto Alegre, 3 de dezembro de 2013)
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