sábado, 5 de outubro de 2013

Micro-romance de ônibus

Te vi de repente
E em poucos segundos
Reparei o teu olhar
Desviaste repentinamente
Ao perceber teu observador

Teu olhar amendoado
Curioso, tímido...
Por trás dos óculos
Encontrou-me e desviou
Num jogo fugaz

Com teu olhar
Procurava e fugia
Uma troca tímida
Um lampejo doce
Uma paixão delicada

E o nosso romance
Que nasceu e morreu
Findou sem começar
Na parada de ônibus
Tão distante do teu olhar.

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 28 de setembro de 2013)

Nenhum comentário:

Postar um comentário