E o seu adormecimento
Tão sorrateiro e repentino
Longínquo e iminente
Cessou...
Repleto de sonhos mortos
Acordou com uma ressaca voraz
Recordando o tempo anterior
Com lembranças de si não pertencentes a ele
A sensação de ter vivido outro alguém
O assustou e perturbou
Desalinhou sua mente
Sedenta de pensamentos apolíneos
Desligar-se da culpa
Desalinhar-se dos desejos distorcidos
"Des-projetar" um futuro de outrem
Exercício banal porém difícil para ele...
De coisas estúpidas deu-se conta
E observou também
Que os desejos dos tempos de fogueira
Vão embora como o fogo sem a lenha
Eles são tão desprovidos de razão
Por isso irritam seu emissor
Porque aceitar a imbecilidade de outrora
É um ato hercúleo
Mas remoer a embriaguez de meses passados
É como acordar e realimentar o enjoo
Passe a vomitar, por favor
E cuspa para fora o que te desagrada...
E não volte a ingerir estas náuseas estúpidas...
Alexandre Fritzen da Rocha
(Montevidéu, Uruguay, 10 de setembro de 2013)
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