Ela inflama, proclama, reclama
A vida afana
E brinca com o corpo
A dor persegue
Perfura
Ela é aguda e amarga
E cicatriza-se com uma ruga
Derramada na alma
A saudade
Uma ausência crua
Petrifica as ações
E turva torna-se a mente
Demente, quase
Acostumada a pensar com auxílio
Atrofiada para andar só
Mas ela resiste
Não lhe é dado escolha
Ela renasce do nada
Recria-se a cada pouco.
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 13 de julho de 2013)