terça-feira, 19 de agosto de 2014

Amor, por indefinição

Defino-te abstrato
Confuso
Insensato

Compreende-te
Quem te viveu
E só
Misterioso, complexo
Um falso nexo
Cerca teu nó

Atados em tua teia
Naquele querer inexplicável
Um gostar indefinível
Em tuas vítimas permeia

E sem aviso
Num impulso bandido
Torna o ar banido
Rouba o tempo
O sopro
Intento
Impondo à face o riso


Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 01 de agosto de 2014)

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