Súbito assombro
Sombra persistente
E tênue
Sussurra-me
Na inconstância daqueles passos
Enxergo os meus
Um espelho
Um palíndromo
Paradoxo
Persigo o “destemperamento”
E me reconheço no ato alheio
Naquela angústia
Naquele gozo de vida
Naquelas dúvidas
Intercambiadas em mim
E meu intento de lê-la
Na minha sede de tê-la
De sê-la
Abandono a razão
Num salto frouxo ao duvidoso
Ao improvável
Ou comprovado erro
E neste labirinto
Nos ambíguos caminhos
Insinuados por minha mente
Mantenho as mesmas rotas
E busco minha fuga
À fuga dela
Porém, àquele aroma persistente
Direciona meu andar
Já é tarde
Mas a busca pelo passado
Embora ilusória
Seduz-me como uma ninfa
Andando em círculos
Alimentando o circo
Do picadeiro de minha mente
Que se diverte nesta sátira
Do regozijo da inconstância...
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 21 de março de 2014)
(Porto Alegre, 21 de março de 2014)
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