Alva
A imagem transforma a paisagem
E a neblina impera
A névoa cobre o lago
Engole-o
E com sua bruma o faz não ser mais
Seu cheiro úmido
Ilusão sensorial
Nostalgia
E subitamente o sol dissolveu os versos anteriores...
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 26 de julho de 2013)
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O retorno do findado
Tu sumiste de mim
Me amputou de tua vida
Me soterrou na tua história
Subitamente
Regressou tempos depois
Com um olhar de arrependimento
Um sofrimento contaminador
Incoerente
Embaralhou minha mente
Sacudiu meu sentimento
Liquidificou minhas emoções
E desabei
Tua súbita conclusão
Confusa, imprudente, dolorosa
Bagunçou minha convicção
Tropecei
Acordei bêbado
Nauseado de dúvidas
Tonto de culpas
Sofri
Me vesti de personagens
Me imanei de omissões
Deturpei minha moral
Cai
Enlouqueci minha existência
Nada mais via
Apenas avistava sonhos distorcidos
Calado
Arranquei minhas vendas
E voltei a enxergar
Agora vejo teu olhar
No passado
Alexandre Fritzen da Rocha
(Montevideo, Uruguay, 11 de setembro de 2013)
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Anagramas: emocional a cognitivo (Gana motivacional: egos não criam)
Instantes difusos, congelas e usas a minha razão
Tu, ages confusa, dizes não ser, alinhas, montas a si
Ai, mente atroz, move, lida,
Teima e traz novo dilema
E doce o labirinto ao lago d’alma
Ama toda. O belo, cálido ri, ao negá-la
Instante coeso, rude, desistes, por fim
Por te ser confuso, e sim, distante de si
Dê suas porções generosas da dúvida, e
pegues rosas, serão unção de vidas
Alexandre Fritzen da Rocha.
(Porto Alegre, 20 de julho de 2013)
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Noutro novembro
O princípio de novembro
Remete-me nosso prólogo
O início do encontro
Onde de ti desencontrei-me
Embora tenhamos ousadamente
Provocado o destino
A distância geográfica de nossos corpos
Censura nosso senso
Mas em outrora de ti furtei um beijo
Provando Platão nos lábios teus
Transformei a ficção de nosso amor
Em poema concreto
Mas o tempo corroeu o verso
O conto se corrompeu
Transformei nosso romance
Em uma crônica inacabada...
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 01 de novembro de 2013)
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