terça-feira, 24 de junho de 2014

Retrato

Poesia corporificada
Nutre meu verso
Num retrato estrófico

Teu provocativo olhar
Docemente “desmetrificado”...


Alexandre Fritzen da Rocha
(Nova Petrópolis, 21 de junho de 2014)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Declaração ao Senhor Mau Agouro

Que máscara vestes hoje?
Tua frágil melancolia fictícia
De todos ri
Com infeliz cara de dor
E eu escarro na tua cara
O catarro do teu sarro
Estúpida e cínica
Secreção poética

E aos poucos vão caindo
Tuas verdades
Uma a uma
Como as folhas no outono
Caem no chão
Apodrecem tuas mentiras
No teu sujo solo

Te fazes coitado
Vitimado por atos safados
E nas tuas rugas
Justifica tuas ausências
Teus atos

Covarde e nefasto
Com uma mão dá
E com outra tira
Num ato só
Apaixona e repugna
De um instante a outro

Demente mente!
Na ficção de tua estória
Constróis verdade
Ilusória...

E os adeptos das tuas cenas
Aplaudem efusivamente
Ladram como cães famintos
Gozando de teu gozo
Elucidando teus agouros
Incentivando teus atos
E adornando tuas máscaras

Continues teu baile
Frágil ser
Na tua dança escrota
Errarás o passo
E teu tropeço será público
Tornar-se-á encalço
Para a lápide
Da tua essência pútrida

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 11 de maio de 2014)


terça-feira, 10 de junho de 2014

Interrogação

Afago
Afogo
Afano
Distraído
E por engano
Receoso do medo
Derramo teu verso
No chão
Cedo
Cego
Perco nossa poesia
Na minha estúpida
Interrogação


Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 10 de junho de 2014)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Soslaio

Fujo
da tua fuga
Afasto
Antecipo
suposto ato
Atônito
me castro

Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 27 de maio de 2014)