Que máscara vestes hoje?
Tua frágil melancolia fictícia
De todos ri
Com infeliz cara de dor
E eu escarro na tua cara
O catarro do teu sarro
Estúpida e cínica
Secreção poética
E aos poucos vão caindo
Tuas verdades
Uma a uma
Como as folhas no outono
Caem no chão
Apodrecem tuas mentiras
No teu sujo solo
Te fazes coitado
Vitimado por atos safados
E nas tuas rugas
Justifica tuas ausências
Teus atos
Covarde e nefasto
Com uma mão dá
E com outra tira
Num ato só
Apaixona e repugna
De um instante a outro
Demente mente!
Na ficção de tua estória
Constróis verdade
Ilusória...
E os adeptos das tuas cenas
Aplaudem efusivamente
Ladram como cães famintos
Gozando de teu gozo
Elucidando teus agouros
Incentivando teus atos
E adornando tuas máscaras
Continues teu baile
Frágil ser
Na tua dança escrota
Errarás o passo
E teu tropeço será público
Tornar-se-á encalço
Para a lápide
Da tua essência pútrida
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 11 de maio de 2014)